A comissão organizadora do concurso da Polícia Militar do Tocantins oficializou a exclusão de cinco candidatos suspeitos de fraudar a primeira fase do certame, realizada em junho de 2025. Os editais de eliminação foram publicados no Diário Oficial do Estado na segunda-feira, 23, abrangendo um concorrente ao cargo de cadete e quatro que disputavam vagas para soldado.
A medida é reflexo de uma operação da Polícia Civil que, no 18 de março, cumpriu oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão. A investigação aponta que candidatos teriam desembolsado até R$ 50 mil para que terceiros realizassem os exames em seus lugares.
A farsa foi descoberta por meio de perícia técnica, que comparou as impressões digitais e assinaturas dos inscritos com as das pessoas que efetivamente compareceram aos locais de prova.
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Posicionamento da PMTO
Apesar das graves revelações, tanto a Polícia Militar quanto a Fundação Getúlio Vargas (FGV) sustentam que os desvios foram pontuais. Em nota, a corporação afirmou que,”as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo”.
Nota na íntegra
A Polícia Militar do Tocantins informa que, ao identificar indícios de possíveis irregularidades relacionadas à conduta de alguns candidatos inscritos no concurso público da Corporação, adotou imediatamente as providências administrativas e institucionais cabíveis para resguardar a legalidade e a lisura do certame.
A situação foi detectada no âmbito da Comissão Organizadora do Concurso da Polícia Militar, que procedeu à análise preliminar das informações e realizou o compartilhamento dos dados com a Polícia Civil do Estado do Tocantins, possibilitando a adoção das medidas investigativas pertinentes pelos órgãos competentes.
A atuação institucional teve como objetivo garantir a transparência do processo seletivo e preservar a integridade do concurso público, reforçando o compromisso da Polícia Militar com a legalidade, a ética e a seleção de profissionais qualificados para o serviço público.
A Polícia Militar do Tocantins destaca que as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo.
A Corporação permanece colaborando com as investigações em andamento e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a confiança da sociedade tocantinense em seus processos institucionais.
O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes.
Posicionamento da FGV
A FGV seguiu a mesma linha, reforçando que as irregularidades identificadas não impactam o conjunto da seleção. Segundo o presidente da comissão do concurso, as exclusões baseiam-se em provas concretas da utilização de documentos falsos e manipulação de dados identificadores com o intuito de obter vantagem indevida.
Nota na íntegra
A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem atuado em cooperação com a PMTO, fornecendo as informações necessárias para a adequada apuração dos fatos.
As suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem impacto sobre o conjunto do certame. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a integridade de seus processos.
Panorama do Certame
O concurso da PM-TO registrou um volume expressivo de mais de 34 mil inscritos para o preenchimento de 600 vagas de soldados e 60 para aspirantes a oficiais (cadetes). As remunerações previstas variam entre R$ 2.881,53 e R$ 10.842,13.
Atualmente, o processo seletivo continua em andamento e, até o momento, não houve a convocação de aprovados. Com as novas eliminações, a comissão busca garantir que apenas candidatos que cumpriram os requisitos legais sigam nas próximas etapas.
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